A FLOR DO DIA
18 Fui crucificado, mas eis-Me aqui: Estou
vivo pelos séculos dos séculos, e tenho as chaves da morte e do inferno.
Apocalipse de JESUS, segundo São João, cap.
I:18.
O terceiro dia passou
E JESUS ressuscitou;
Estes três dias santos
Quebraram os encantos
De toda a ignorância
Que deixava trancada
A Luz da Verdade
No Cofre do Mistério,
Que mandava para o inferno
Todos os ignorantes.
“Tu és a estrela vésper
que alumia aos pastores das arcádias dos fraguedos.”
Castro Alves (1847-1871).
Começou então o Ser
A dissolver
Toda mentira,
Quando começou a fazer parte
Do Espírito Santo
Que recebe no seu Cofre Santo
A Verdade dos Profetas.
Segue avante
E encontra-se radiante com JESUS
Que é a Luz
Do seu mundo interno,
Para revelar-se em Espírito Eterno.
“Na hora em que a terra dorme
enrolada em frios véus,
eu ouço uma reza enorme
enchendo o abismo dos céus.”
Castro Alves (1847-1871).
Assim livre da sua cruz,
Encontra o Maior Luzeiro
Onde o DEUS Verdadeiro
Faz-se visível,
Tornando possível
A sua total libertação.
“Deus! ó Deus! onde estás
que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?”
Castro Alves (1847-1871).
Eis a Via que o Ser Humano
Tem que percorrer
Para poder saber
Quem realmente é:
Um deus em miniatura
Que um dia reflete a Figura
Do DEUS Universal.
“A praça é do povo como o
céu é do condor.”
Castro Alves (1847-1871).
Poeta brasileiro.




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